Postos são o último elo da cadeia e também absorvem variações nos custos de compra dos combustíveis
Por José Cândido / CampoGrandeNews
A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã já começa a repercutir no mercado internacional de petróleo e pode chegar ao bolso do consumidor em Mato Grosso do Sul. O alerta é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Estado (Sinpetro-MS), que aponta instabilidade nos preços do combustível como reflexo direto do cenário geopolítico.
De acordo com a entidade, conflitos envolvendo grandes produtores ou regiões estratégicas do petróleo costumam provocar volatilidade nas cotações internacionais do barril. Essa oscilação impacta toda a cadeia de abastecimento, desde a compra pelas distribuidoras até o preço final nos postos.
Com a instabilidade no mercado global, as distribuidoras vêm ajustando seus custos de aquisição e logística. Esses reajustes acabam sendo repassados gradualmente ao longo da cadeia de comercialização, influenciando o preço praticado nas bombas.
O Sinpetro-MS ressalta que os postos revendedores representam o último elo desse sistema e também absorvem os efeitos das mudanças no custo de compra dos combustíveis. Por isso, eventuais variações nos preços ao consumidor podem ocorrer conforme as alterações repassadas pelas distribuidoras.
A entidade afirma ainda que acompanha a evolução do cenário internacional e seus impactos no mercado de combustíveis brasileiro. O sindicato também se colocou à disposição para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento da cadeia de preços e a formação dos valores praticados nos postos.










